De todos os sítios de onde saí a dizer que havia de voltar, nenhum me deixou mais certezas do que a Islândia. Não sei se é do verde intenso dos musgos ou das cores impossíveis do solo vulcânico; do pio pungente das aves do árctico ou do azul translúcido dos icebergs. Se calhar é por tudo isso. E pela luz suave do amanhecer até à noite. Na Islândia, quem manda é a natureza. E aquele povo loiro aprendeu a adorá-la - desde miúdos que reencaminham aves desorientadas às estradas que poupam locais habitados por elfos. É um sítio onde reencontramos a origem do planeta. E onde nos encontramos a nós próprios.